GRANDE SUCESSO DO I IRT SUB2200

 No último fim de semana foi realizado no Clube de Xadrez de Goiás o primeiro torneio valendo rating internacional na categoria sub-2200 na história do Estado de Goiás, o campeonato foi o primeiro de vários que nossa instituição, em parceira com a FEXEG e cidades do interior, organizará durante o ano. A próxima etapa será ainda neste mês, nos dias 30 e 31 de Julho, vejam os detalhes e participem do II IRT http://www.clubedexadrezdegoias.com/2016/segundo-irt-sub-2200/

 Neste primeiro IRT o campeão com quatro vitórias e um empate, ganhando 57 pontos de rating internacional, foi Reinaldo Fontenelle da bela cidade de Caldas Novas onde foram realizados os Campeonatos Mundiais das categorias sub-8 à sub-18 em 2011,o segundo lugar ficando meio ponto atrás foi para Sidnei Juliani e em teceiro com os mesmos pontos Elizeu Maciel da Silva. 

 Os esperamos no próximo IRT e a seguir, uma bela crônica sobre o torneio realizada por Leonardo Morais de Paula:

I IRT CXG 2016: #REInaldo #voltou

 O aprazível e aconchegante Clube de Xadrez de Goiás recebeu com louvor o seu primeiro IRT no último final de semana. Vinte enxadristas tiveram o privilégio de escrever a história no Centro de Goiânia ao participar de um evento histórico, pois, o CXG é o propulsor do que eu chamo de “respiro enxadrístico em Goiás”. O “reduto dos sobreviventes” que não deixa a chama do nobre jogo apagar pelo Estado.
A arbitragem contou com o brilhantismo habitual do fidalgo MI Leandro Perdomo. O “The flash das 64 casas” postou todas as partidas em tempo real (considerando que algumas batalhas tiveram mais de 70 lances e letras complexas para decifrar [para não dizer garranchosas]) é amplamente digno de destaque a agilidade do Mestre com os torneios que realiza.
Vale ressaltar também o clima de total harmonia entre os jogadores o que facilitou a tarefa da organização. Não houve nenhum incidente disciplinar no torneio e a amizade prevaleceu (isso é xadrez). Tenho certeza que meus leitores já estão cansados dessas loas ao torneio e estão esperando ansiosamente para falarmos dos resultados. Façamos isso agora:
O vencedor da prova foi o forte enxadrista Reinaldo Fontenelle que voltou às competições no ano anterior e mostrou excelente forma ao somar 4.5 em 5. Na segunda colocação tivemos o sempre competitivo Sidnei Juliani com 4 pontos ganhos e que viajou 400km para jogar o torneio. Completando o pódio e com os mesmos 4 pontos do vice alinhou o sólido Elizeu Maciel. Os três primeiros ganharam 57, 25 e 35 pontos de rating respectivamente.

Bons exemplos a serem seguidos!

 Mateus Ferreira Gomes viajou assombrosos 700km para jogar o torneio. No seu debute em competições oficiais ele não conseguiu vencer. O enxadrista, no entanto, esbanjava um sorriso sincero ao final do torneio (sabendo que a caminhada apenas começou). Este tipo de atitude mostra um espírito esportivo digno de aplausos.
O seu xará do DF Matheus Consolmagno lutou até o fim em todas as partidas e ganhou uma grande experiência na prova. Cássio tem que ficar orgulhoso do seu menino.
A revelação do torneio foi o jovem Erick Taira que com apenas 13 anos mostra uma maturidade enxadrística que falta em muitos adultos (inclusive a este cronista). O “samuraizinho” (alcunha feita pelo gentleman Fernando Valente) parece simplesmente flutuar diante do tabuleiro e joga até os segundos finais com uma calma maravilhosa. O choro do menino ao final da última partida denota a importância que o mesmo dá as suas partidas. O japinha é um exemplo a ser seguido.
Seja no DF, em GO ou em qualquer canto que tiver xadrez as fotos de Suely Taira dão um brilho especial ao evento, pois, além das palavras as imagens servem para registrar e guardar na memória os bons momentos vividos.

A saga do cronista e novamente os 50%

            Viajei na sexta feira em um ônibus sem condições ideais e que parou em todas as cidades possíveis tornando uma viagem simples de cerca de 3 horas e meia em um martírio que durou simplesmente o dobro. Tive o imenso prazer de desfrutar da amizade do dileto Fernando Valente e família a quem agradeço imensamente pela hospitalidade.
            No torneio consegui (para variar) os famigerados 50% dos pontos (mantendo uma escrita fiel desde 2012 em Goiânia de nunca fazer mais que a metade dos pontos e também menos). Novamente cai de produção no final do torneio errando bisonhamente por dois lances seguidos contra o amigo Jair Humberto produzindo uma ingrata miniatura de 13 lances.
            Cada torneio tem uma história e respectivos aprendizados e a deste é simplesmente me preparar com mais força de vontade para a disputa. Parar de risinhos, de preocupar com rating e jogar cada partida como se fosse uma “final de campeonato”. O jovem Erick tem metade da minha idade e mostra uma maturidade enxadrística soberba, pois, de alguma forma senti que desrespeitei o xadrez ao jogar da forma displicente que fiz na derradeira partida.
            Os 18 pontos de rating não podem maquiar um desempenho pífio e uma total ausência de luta da minha parte. É preciso que haja uma revolução na forma de conduzir os torneios, pois, a verdadeira graça em jogar xadrez está nas amizades que fazemos e também na competição das 64 casas.

Leonardo Morais de Paula
http://www.cronicasxadrez.com.br/2016/07/i-irt-cxg-2016-reinaldo-voltou.html

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